A manutenção dos sistemas de combate a incêndio deve fazer parte da gestão permanente de segurança de qualquer empresa. Não basta instalar extintores, hidrantes, bombas, sprinklers, alarmes ou sistemas de espuma. Esses recursos precisam permanecer inspecionados, testados e em condições adequadas de funcionamento durante toda a operação da edificação.
De acordo com o Decreto Estadual nº 69.118/2024, aplicável ao Estado de São Paulo, cabe ao proprietário ou usuário da edificação garantir a manutenção e os testes periódicos das medidas de segurança contra incêndio, conforme as normas técnicas e Instruções Técnicas aplicáveis, mantendo os respectivos registros comprobatórios.
Mesmo quando os serviços são executados por uma empresa especializada, a responsabilidade pela contratação, pelo acompanhamento e pela comprovação das atividades permanece com a organização responsável pela edificação ou área de risco.
A manutenção exige planejamento e responsabilidades definidas
A empresa deve estabelecer responsáveis internos para acompanhar as condições dos sistemas, controlar os vencimentos das inspeções e testes e providenciar as intervenções necessárias.
Esse processo pode envolver setores como:
- Engenharia;
- Manutenção;
- Segurança do Trabalho;
- Facilities;
- Brigada de emergência;
- Gestão patrimonial.
As equipes internas podem realizar verificações operacionais previstas nos procedimentos da empresa, desde que possuam treinamento e qualificação adequados.
Entretanto, inspeções especializadas, ensaios de desempenho, manutenções técnicas e emissão de laudos ou documentos de responsabilidade técnica devem ser realizados por empresas e profissionais legalmente habilitados.
Também é fundamental que as irregularidades identificadas sejam corrigidas em prazo compatível com sua criticidade. Detectar uma válvula fechada, uma bomba com desempenho insuficiente ou um componente danificado sem adotar as medidas corretivas mantém a instalação exposta ao risco.
Registros técnicos comprovam a condição do sistema
Toda inspeção, teste ou manutenção deve gerar registros rastreáveis. Essa documentação demonstra que a empresa acompanha seus sistemas de proteção e adota providências para corrigir eventuais não conformidades.
Entre os principais registros estão:
- Relatórios de inspeção, testes e manutenção;
- Laudos técnicos e registros fotográficos;
- Resultados de ensaios de pressão, vazão e desempenho;
- Datas, responsáveis e equipamentos avaliados;
- Relação de falhas encontradas e ações corretivas;
- Certificados, ordens de serviço e documentos de responsabilidade técnica.
As casas de bombas também devem possuir documentação com as características do sistema instalado, dados de comissionamento, informações dos fabricantes, curvas de desempenho e identificação dos equipamentos.
Esses registros permitem comparar o desempenho atual com as condições originais do sistema e identificar possíveis perdas de eficiência ao longo do tempo.
Inspeções periódicas não podem ser substituídas por avaliações ocasionais
A periodicidade das atividades varia conforme o tipo de sistema, o componente avaliado, a norma aplicável e as condições da instalação.
Bombas de incêndio, reservatórios, válvulas, sistemas de dosagem de espuma, hidrantes, mangueiras, sprinklers e dispositivos de descarga possuem rotinas específicas de inspeção, teste e manutenção.
As frequências podem ser:
- Semanais;
- Mensais;
- Trimestrais;
- Semestrais;
- Anuais;
- Ou em intervalos maiores, conforme o equipamento e o ensaio aplicável.
Inspeções extraordinárias também podem ser necessárias após acionamentos, modificações na instalação, obras, períodos prolongados de inatividade ou identificação de anormalidades.
Os riscos de negligenciar a manutenção
A falta de manutenção pode fazer com que um sistema aparentemente completo não responda adequadamente durante uma emergência.
Entre as falhas possíveis estão:
- Bombas que não partem ou não entregam o desempenho necessário;
- Tubulações e dispositivos obstruídos;
- Válvulas fechadas ou inoperantes;
- Mangueiras danificadas;
- Sprinklers comprometidos;
- Sistemas de espuma operando com dosagem inadequada;
- Alarmes e comandos sem funcionamento.
Além de colocar vidas e patrimônios em risco, a negligência pode gerar apontamentos em fiscalizações, dificuldades na renovação da licença do Corpo de Bombeiros, questionamentos de seguradoras, interrupções operacionais e responsabilização da empresa em caso de ocorrência.
Conte com a SiglaFire
A SiglaFire realiza inspeções, testes, comissionamentos e manutenções em sistemas de combate a incêndio, com equipe técnica especializada, documentação rastreável e atendimento em todo o território nacional.
Estruture um plano periódico de inspeção, teste e manutenção e mantenha sua empresa preparada para comprovar a conformidade e, principalmente, responder com segurança quando o sistema for exigido. Entre em contato e mantenha sua operação preparada para agir com segurança quando mais precisar.
SiglaFire — protegendo vidas, patrimônios e a continuidade das operações.

